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O documentário
Moro no Brasil, do diretor finlandês
Mika Kaurismäki. O documentário mostra, do ponto de vista do estrangeiro, a fascinante diversidade musical do país. O filme revela ainda a importância da música na história e na formação da identidade do povo brasileiro.
Indo do batuque indígena ao samba, o cineasta viaja mais de quatro mil quilômetros pelo território nacional em busca das raízes musicais do Brasil. Kaurismäki faz sua primeira parada em
Pernambuco, onde se encontra com a tribo indígena
Fulni-ô. Ainda no estado, o
samba de coco, a embolada, o maracatu e os conhecidos ritmos do forró e do frevo apresentam as origens multiculturais da população.
Silvério Pessoa, Jacinto Silva, Maracatus Rurais de Pernambuco, Mestre Salustiano, Zé Neguinho do Coco, o grupo de balé afro
Majé Molé, Caju e
Castanha e Afoxé Oxum Pandá são alguns personagens que ilustram o cenário da música popular do Nordeste. Por meio de depoimentos e canções, cada artista revisita os caminhos percorridos pelas tradições musicais que representam.
Na Bahia, Kaurismäki mostra a influência das religiões, como o
Candomblé, na música e nas danças. Um encontro com a cantora
Margareth Menezes e com o
Grupo Cultural Bagunçaço deixa evidente a riqueza rítmica que faz da Bahia um “caldeirão” cultural.
A viagem segue para o
Rio de Janeiro, reduto do samba e do carnaval. O diretor destaca, em solo carioca, veteranos, como
Walter Alfaiate, Velha Guarda da Mangueira, Antônio Nóbrega, e revelações –
Seu Jorge, Ivo Meirelles e o
Funk’n’Lata. Os artistas falam do cenário musical carioca e da vivência do contato com a música.
“
Moro no Brasil” é uma co-produção entre
Brasil, Alemanha e Finlândia que consegue deixar transparecer as diferenças regionais brasileiras e a relação da música com esta variedade cultural, fruto da formação da identidade nacional – rica e multifacetada.